Felicidade

novembro 22, 2009 · Deixe um comentário

Não sei por que tô tão feliz. Não há motivo algum pra ter tanta felicidade. Não sei o que que foi que eu fiz. Se eu fui perdendo o senso de realidade. Um sentimento indefinido foi me tomando ao cair da tarde. Infelizmente era felicidade. Claro que é muito gostoso, claro. Mas claro que eu não acredito. Felicidade assim sem mais nem menos é muito esquisito. Não sei por que to tão feliz. Preciso refletir um pouco e sair do barato. Não posso continuar assim feliz como se fosse um sentimento inato. Sem ter o menor motivo. Sem uma razão de fato. Ser feliz assim é meio chato. E as coisas nem vão muito bem. Eu perdi um dinheiro que eu tinha guardado. E pra completar depois disso, Eu fui despedido e to desempregado. Amor que sempre foi meu forte. Não tenho tido muita sorte. Estou sozinho e sem saída. Sem dinheiro e sem comida e feliz da vida. Não sei por que tô tão feliz. Vai ver que é pra esconder no fundo uma infelicidade. Pensei que fosse por aí. Fiz todas as terapias que tem na cidade. A conclusão veio depressa. E sem nenhuma novidade. O meu problema era felicidade. Não fiquei desesperado, não. Fui até bem razoável. Felicidade quando é no começo ainda é controlável. Não sei o que é que foi que eu fiz. Pra merecer estar radiante de felicidade. Mais fácil ver o que eu não fiz. Fiz muito pouca coisa aqui pra minha idade. Não me dediquei a nada. Tudo eu fiz pela metade. Por que então tanta felicidade? E dizem que eu só penso em mim. Que sou muito centrado, que sou egoísta. Tem gente que põe meus defeitos em ordem alfabética e faz uma lista. Por isso não se justifica tanto privilégio de felicidade. Independente dos deslizes, dentre todos os felizes sou o mais feliz. Não sei por que eu tô tão feliz. E já nem sei se é necessário ter um bom motivo. A busca por uma razão me deu dor de cabeça, acabou comigo. Enfim eu já tentei de tudo. Enfim eu quis ser conseqüente. Mas desisti vou ser feliz pra sempre. Peço a todos com licença. Vamos liberar o pedaço. Felicidade assim desse tamanho só com muito espaço. Peço a todos com licença. Vamos liberar o pedaço. Felicidade assim desse tamanho só com muito espaço.

Luiz Tatit

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nhé

outubro 6, 2009 · Deixe um comentário

Passou a fase teórico brega…

e a vizinha continua chamando o filho de psicopata.

É doentio.

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setembro 29, 2009 · 1 Comentário

Escrevo versos sem personalidade.
Aí então, apago.
A vicissitude tem sido marca da estradinha de terra
através da qual ouso caminhar.
Pedras que encontro no caminho,
tropeços, infindáveis violações.
Tão eficazes.
A chuva, cujas gotículas geladas escorrem em minha pele,
não me assusta, porquanto o cheiro de terra úmida se faz sensível.
É agradável sentir que sinto tudo isso.
Sinto como se nunca antes tivesse sentido.
Palpável alegria de ser só, envolta em tudo.
 
Natureza viva – Suzan dos Anjos

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pulando por sobre as estrelas

agosto 31, 2009 · 1 Comentário

Procurando as palavras certas. Palavras que não deixem transparecer, mas que também não escondam.
Arquivos antigos no computador, diários nada diários.
Tudo aqui. Papel e lápis sobre a cabeceira.
Sob os cobertores o peso dos dias.
Frio e calor, tudo se mistura.
Flocos de poeira voam no ar. Luminária vermelha ilumina. Espetáculo que beira o surreal.
O disco está riscado, mas eu não me importo. Desliza, desliza, qualquer hora passa, deixa pra lá.
É somente… somente só. Só solidão. Que te completa e que sempre está.
“E ela deu de ombros” fingindo que estava tudo bem. Cinema mudo.
Por vezes confundo. Paladar, felicidade ou coisa que o valha?
Noite bonita.
Calmaria de sempre.
Levíssima sim.
Me permito certas reflexões.
Conclusão: Amanhã o sol brilhará forte. E eu? Eu direi bom dia.

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Valeriane

julho 23, 2009 · Deixe um comentário

Crise. Bloqueios criativos. Pressão baixa. Espírito vulgar. Irracionalidade. Fraqueza. Consumismo exacerbado. Preguiça de viver. Misture tudo isso com uma pitada de descontrole emocional e uma colher de sopa de insegurança. Acrescente cansaço físico e mental em pó. Adicione dúvidas a gosto e … e estará escrevendo uma receita patética que mostra claramente a sua INCAPACIDADE DE ESCREVER ALGO MELHOR. Hunnn. Que delícia! 

Sabe. Escrever era tipo a última esperança pra mim.  

ps.: fiz uma releitura autocrítica do blog, apaguei algumas coisas, embora ache isso demasiado desonesto comigo mesma.

Talvez, adeus.

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realidade

junho 8, 2009 · 1 Comentário

não interessa.

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cri cri cri…

junho 4, 2009 · Deixe um comentário

“Quando eu vi
Que o largo dos aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha aflição,
Eu fui morar na estação da luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração.”

Tom Zé

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senza fine

maio 5, 2009 · Deixe um comentário

 

Porque hoje saí do automático.

Simples assim… de repente respirei.

Sutilezas me fazem sorrir.

Tenho me sentido feliz simplesmente

e danço e canto e percebo …

Qual é o problema afinal?

Não mais me sentirei culpada.

 

 

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Ausência

abril 25, 2009 · Deixe um comentário

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade

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14 de abril

abril 14, 2009 · Deixe um comentário

É que a não muito tempo atrás a mãe me acordava com essa musiquinha nos dias 14 de abril. Não que eu goste da Xuxa, mas deu saudade…

Parabéns pra mim!

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